O mercado brasileiro de soja teve poucas novidades ao longo do dia, com preços operando de forma mista e ritmo fraco de negociações. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, mesmo com a alta da Bolsa de Chicago e a volatilidade do dólar no campo positivo durante a sessão, o interesse por novos negócios permaneceu limitado.
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De acordo com Silveira, a recente alta dos fretes passou a pesar mais na formação das ofertas dos compradores. Nos portos, as indicações melhoraram pouco, enquanto no interior o impacto do custo logístico pressionou algumas praças, levando, inclusive, a recuos nas cotações.

O analista destaca que não houve reporte de volumes expressivos negociados. O produtor segue cauteloso, cadenciando as vendas e ofertando apenas quando há necessidade imediata. No geral, o mercado continuou lento, apesar dos estímulos externos vindos de Chicago e da movimentação do câmbio.

Preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 126,00 para R$125,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 117,00 para R$ 116,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 108,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 126,50 para R$ 127,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram esta quarta-feira (28) em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), embora tenham ficado abaixo das máximas registradas ao longo do dia. Na maior parte da sessão, os preços foram sustentados pela preocupação com a falta de chuvas na Argentina e pela desvalorização do dólar frente a outras moedas. No período da tarde, porém, a moeda norte-americana mudou de direção, o que provocou uma correção nas cotações. O avanço da colheita da safra cheia no Brasil também atuou como fator limitante para os ganhos.

O mercado ainda acompanhou declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que reafirmou a política de dólar forte do país e negou qualquer intervenção de Washington nos mercados de câmbio para apoiar o iene. Questionado sobre a possibilidade de ações nesse sentido, Bessent afirmou que os Estados Unidos não comentam intervenções e mantêm a diretriz de fortalecimento da moeda.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com vencimento em março fecharam com alta de 7,75 centavos de dólar, ou 0,72%, a US$ 10,75 por bushel. A posição maio encerrou cotada a US$ 10,87 3/4 por bushel, com avanço de 8,25 centavos, ou 0,76%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja com vencimento em março registrou alta de US$ 3,80, ou 1,29%, a US$ 297,80 por tonelada. Já o óleo de soja fechou em leve baixa, com os contratos de março a 54,31 centavos de dólar, recuo de 0,10 centavo, ou 0,18%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão praticamente estável, com leve alta de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,2074 para venda e R$ 5,2054 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1714 e a máxima de R$ 5,2249.

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